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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Mais uma ajuda sobre SGQ


Vou tentar ajudar as pessoas interessadas.

Para trabalharem em creche, foi lançado há coisa de meses um projecto 5 estrelas, que para mim é do melhor que há. Chama-se PIM E TITO - Projecto Criativo para Creche. É um pouco carote para pagar tudo de uma vez, mas existem sempre facilidades de pagamento. Mas tem-me ajudado imenso e é o melhor da valência que existe actualmente.

Para se obter a certificação tem de se ter uma "amostra" do trabalho realizado em toda a instituição com pelo menos 6 meses, ou seja, se tivessem iniciado este ano lectivo, neste momento já teriam material para apresentar nas auditorias a fim de obterem a certificação. Mas mesmo que não seja esse o objectivo a curto prazo, a verdade é que este método de trabalho nos deixa mais organizadas. Isto não é nada que nós já não fizessemos, mas pronto... temos de ter registos de tudo.

O nosso trabalho não tem de ser uma cópia da documentação fornecida pelo ISS, por isso, quanto mais tempo de trabalho tiverem com os instrumentos, mais fácil será ir fazendo as devidas modificações até estes se encontrarem perfeitamente adequados à realidade da vossa instituição. Desde que vocês achem os documentos práticos e saibam justificar a sua utilidade e funcionalidade, não existe problema absolutamente nenhum.

No início do ano lectivo, os pais e encarregados de educação  deverão preencher a FAD (Ficha de Avaliação de Diagnóstico). 

Tanto a Creche como o Jardim de Infância deverão trabalhar para a certificação da qualidade, desta forma, foram organizados e estabelecidos os prazos para preenchimento da documentação a usar.

- Para a Creche, deverá ser preenchida a FAD na primeira reunião, o PAI (Plano de Acolhimento Inicial) deverá ser preenchido nos primeiros 30 dias seguintes, bem como o PD (Perfil de Desenvolvimento). Ao final de 30 dias a contar da admissão da criança, deverá ser elaborado o PI (Plano Individual), com base nos três documentos ante-iores.

- Para o Jardim de Infância, deverá ser preenchida a FAD na primeira reunião, o PAI deverá ser preenchido nos primeiros 15 dias, bem como o PD. A elaboração do PI deverá ocorrer em seguida, com base nos três documentos anteriores.

- Os Perfis de Desenvolvimento (PD) poderão ser os mesmos fornecidos pelo Manual de Processos Chave (ISS) e/ou pelo Manual da EQUAL.

- Todos os documentos só serão válidos após tomada de conhecimento e rubrica dos pais/encarregados de educação, ou se por qualquer motivo não houver resposta por parte dos mesmos, estes ficarão automáticamente validados ao final de 30 dias. Esta informação deve ser dada aos pais na primeira reunião e constar em acta.

- Os PI’s serão trimestrais no caso do Jardim de Infância, e semestrais para a Creche. Para a elaboração dos mesmos, deverão ser usadas as Áreas de Desenvolvimento da Creche (Autonomia, Cognição, Comunicação e Linguagem, Motricidade e Socialização ou Pessoal e Social, Cognitiva, Criativa e Motora) e as Áreas de Conteúdo do Pré-Escolar (Área da Formação Pessoal e Social, Área do Conhecimento do Mundo e Área da Expressão e Comunicação).

- Deverá existir uma planificação mensal para o Jardim de Infância e um Projecto Pedagógico trimestral para a Creche (Planificação), com planos diários de actividades. O modelo de planificação e projecto, será o mesmo indicado pelo Manual de Processos Chave do ISS.

Se querem começar já a trabalhar (agora em Fevereiro), e de forma certa, a vossa equipa pedagógica deve reunir-se (e olhem que será necessário disporem de algum do vosso tempo pós-laboral), pegar em todos os perfis de desenvolvimento de todas as idades e organizá-los: por áreas (quer de desenvolvimento quer de conteúdo), depois por subtemas (tal como estes surgem nos actuais perfis – ex.: relações interpessoais) e os objectivos específicos. Podem manter os que lá estão ou eliminar e adicionar outros que vocês achem que se enquadram melhor.
Para facilitar o trabalho, vocês podem adicionar 3 ou 2 colunas  aos vossos perfis (consoante a valência) sobre as avaliações (não alcançado, emergente e alcançado), eliminando assim as 3 últimas colunas do Perfil de Desenvolvimento. Cada conjunto dessas colunas irá permitir fazer a vossa avaliação por trimestre/semestre.

Depois de terem tudo isto pronto, vocês devem criar uma LISTA DE MONITORIZAÇÃO DOS OBJECTIVOS PEDAGÓGICOS para cada idade. A que se refere esta lista? Muito bem, esta lista é nada mais, nada menos, do que uma lista de objectivos gerais que vocês irão criar para cada um dos conjuntos de subtemas e objectivos específicos que tem o vosso perfil de desenvolvimento. Nota importante, os objectivos específicos que constarem desta lista, têm obrigatoriamente de ser os mesmos que vocês optaram por colocar no Perfil de Desenvolvimento de cada idade. Deixo apenas um exemplo de como poderá ser essa lista e do que ela deve conter. O que está a negrito é o objectivo geral.
 
 
Se repararem, o Plano Individual também sofreu algumas alterações. Eu costumava numerar os objectivos em cada área de 1 a x, e na seguinte iniciava novamente a numeração em 1, mas as novas indicações é que se sigam sempre os números sem recomeçar do início a cada área.

 
 

Os manuais da qualidade, podem fazer o download através deste link; http://www2.seg-social.pt/left.asp?05.18.08.02

Não se esqueçam dos registos de entradas e saidas, dos registos de higienização que devem ser individuais, das autorizações para tomas de medicação SOS, para tirarem fotografias e para eventuais saídas. Tudo isso deve constar do processo da criança. Se os pais assinalam a tma de um medicamento, por favor, registem numa grelha no processo da criança incluindo a data de balidade do mesmo.
 
Qualquer dúvida, por favor, disponham!

Se não ficaram completamente esclarecida, por favor, enviem e-mail que eu tento ajudar e esclarecer de outra forma.

À medida que vamos usando os documentos, eles vão sofrendo alterações, de forma a que se tornem satisfatórios e coerentes com a nossa forma de trabalhar. Por isso se vocês se depararem com esta situação, não se assustem, é perfeitamente normal.

Beijinhos
         a Educadora!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Resultado dos inquéritos

Se bem se lembram, durante vários meses deixei 4 questões sobre a IMPLEMENTAÇÃO DA QUALIDADE e o SISTEMA DE GESTÃOD A QUALIDADE.

Vou aqui apresentar os resultados e deixar a minha opinião.


Embora mais de 50% dos 210 votos tenha dito que sim (63%), o que me "assusta" ainda são os 10% (cerca de 21 votos) que não faz ideia do que isso seja!

Segundo a APCER, A Certificação reconhece o esforço da organização em assegurar a conformidade dos seus produtos e/ou serviços, a satisfação dos seus clientes e a melhoria contínua. A Certificação do Sistema de Gestão da Qualidade é dirigida a qualquer organização, pública ou privada, independentemente da sua dimensão e sector de actividade.

Um Sistema de Gestão da Qualidade Certificado permite, entre outros aspectos:
  • Satisfazer as expectativas dos clientes, assegurando não só a sua fidelização mas também a competitividade e o desenvolvimento sustentável;
  • Assegurar, de um modo inequívoco e transparente, às diversas partes interessadas, um Sistema de Gestão da Qualidade adequado e que potencie a dinâmica da melhoria contínua;
  • Proporcionar uma maior notoriedade e melhoria da imagem perante o mercado;
  • Evidenciar a adopção das mais actuais ferramentas de gestão;
  • O acesso a mercados e clientes cada vez mais exigentes;
  • Uma confiança acrescida nos processos de concepção, planeamento, produção do produto e/ou fornecimento do serviço.

 
Os Manuais da Qualidade da Segurança Social já existem desde o ano de 2005, é preocupante, que algo que no futuro servirá como critério para atribuição de apoios, comparticipações e semelhantes ainda permaneça na total ignorância!
Existem diversos blogs e páginas que falam sobre o assunto, que fornecem a documentação já prontinha a alterar, que dão dicas e informações... Mesmo que as vossas instituições não queiram trabalhar dessa forma, vocês podem e devem trabalhar e adaptar os instrumentos ao vosso trabalho. Se por ventura receberem a visita do ISS, este sistema ainda não é obrigatório, mas é tido em conta na check list. E se de um momento para o outro decidirem adoptar, já têm meio caminho andado.
 
Onde podem obter algumas informações:
ISS
Manuais da Qualidade
Cerci-Lamas
Educação-Social
 
 

Na minha opinião pessoal, eu acho que só custa mesmo no início, porque temos de adaptar os instrumentos a nós e à realidade da nossa instituição. Parece um bicho de 7 cabeças, mas acaba por não ser, até porque ao fim de algum tempo podemos verificar que nos simplifica muito o trabalho.



 
Eu sei de algumas instituições que já obtiveram a certificação, como a CERCI de Cascais (se não me engano Nível A), a Santa Casa da Misericórdia de Almada (Nível C) , o Centro de Assistência Social à Terceira Idade e Infância de Sanguêdo, e existem muitas outras em processo de certificação.
 
No meu caso, a instituição onde eu trabalho procura obter o nível C de certificação, uma vez que se pretendessemos um patamar mais alto iriamos ter alguns obstáculos a nível financeiro, que nos iriam dificultar muito o processo de certificação.
 
Têm dúvidas, pretendem obter mais informações, partilhar opiniões?
Então, façam deste tópico um "FORUM" e vamos conversar e esclarecer ideias!
 
Beijinhos,
a Educadora!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Perfil de Desenvolvimento da criança - 4 a 5 anos

(Imagem retirada da net)


Olá colegas,

vim, mais uma vez, deixar-vos umas dicas, que encontrei pela web (em diversos sites, nada é da minha autoria), para que possam adaptar o Perfil de Desenvolvimento da criança, para os 4 a 5 anos no Jardim de Infância.
Um beijinho grande,
a Educadora!

 
Desenvolvimento da criança (de 4 a 5 anos)


Desenvolvimento Físico
• Rápido desenvolvimento muscular;
• Grande actividade motora, com maior controlo dos movimentos;
• Consegue escovar os dentes, pentear-se e vestir-se com pouca ajuda;

Desenvolvimento Intelectual
• Adquiriu já um vocabulário alargado, constituído por 1500 a 2000 palavras; manifesta um grande interesse pela linguagem, falando incessantemente;
• Compreende ordens com frases na negativa;
• Articula bem consoantes e vogais e constrói frases bem estruturadas;
• Exibe uma curiosidade insaciável, fazendo inúmeras perguntas;
• Compreende as diferenças entre a fantasia e a realidade;
• Compreende conceitos de número e de espaço: "mais", "menos", "maior", "dentro", "debaixo", "atrás";
• Começa a compreender que os desenhos e símbolos podem representar objectos reais;
• Começa a reconhecer padrões entre os objectos: objectos redondos, objectos macios, animais...

Desenvolvimento Social
• Gosta de brincar com outras crianças; quando está em grupo, poderá ser selectiva acerca dos seus companheiros;
• Gosta de imitar as actividades dos adultos;
• Está a aprender a partilhar, a aceitar as regras e a respeitar a vez do outro;

Desenvolvimento Emocional
• Os pesadelos são comuns nesta fase;
• Tem amigos imaginários e uma grande capacidade de fantasiar;
• Procura frequentemente testar o poder e os limites dos outros;
• Exibe muitos comportamentos desafiantes e opositores;
• Os seus estados emocionais alcançam os extremos: por ex., é desafiante e depois bastante envergonhada;
• Tem uma confiança crescente em si própria e no mundo;

Desenvolvimento Moral
• Tem maior consciência do certo e errado, preocupando-se maioritariamente em fazer o que está certo; pode culpar os outros pelos seus erros (dificuldade em assumir a culpa pelos seus comportamentos);

Desenvolvimento lúdico, emocional e social:
- Alegre, insinuante, energética;
- Energia associada a uma grande actividade mental;
- Nas brincadeiras teatrais, mete-se nos papéis e sai deles com a maior das facilidades;
- No desenho é, muitas vezes, um autêntico improvisador;
- Põe nomes aos desenhos durante ou depois da sua execução, mas não antes;
- A criação de imagens mentais é extremamente volátil e as imagens vivem metamorfoses constantes (p.e. o que inicialmente poderia parecer-nos o desenho de uma figura humana rapidamente se transforma numa outra coisa qualquer);
- É muitas vezes resistente e rebelde quando contrariada, podendo mostrar-se arrogante, chamar nomes e ameaçar;
- Verifica-se uma luta entre os impulsos da criança e o ingresso na cultura (normas, regras), pelo que se assiste a uma ambivalência emocional por parte da criança;
- Brinca muito com as outras crianças sendo dotada de grande imaginação e fantasia;
- Retira uma grande satisfação das relações sociais;
- Nomeia o(s) melhor(es) amigo(s);
- Pode surgir o amigo imaginário;
- É mais confiante e segura de si.

Desenvolvimento da auto-suficiência social:
- Lava a cara e as mãos sem ajuda;
- Controlo estabilizado dos esfincteres (por norma seco à noite);
- Veste-se e despe-se sozinha, se habituada;
- Abotoa dois botões;
- Calça sapatos e meias sem ajuda;
- Ajuda a pôr a mesa (no mínimo 3 peças);
- Sente prazer em ajudar nas tarefas domésticas;

Desenvolvimento da visão e manipulação:
- Distingue o tamanho e a forma dos objectos;
- Empilha 2 ou mais argolas numa estaca por ordem de tamanho;
- Estabelece relações espaciais (cima, baixo, à frente, atrás);
- Demonstra compreensão, apontando, se um objecto é pesado ou leve;
- Emparelha e nomeia pelo menos as cores primárias mais duas;
- Consegue enroscar e desenroscar objectos (p.e. tampa de plástico em garrafa);
- Aprende a contar os dedos;
- Agarra um número específico de objectos quando lhe pedem;
- Desenha um triangulo, a pedido;
- Recorta formas curvas com tesoura;
- Dobra um quadrado de papel uma ou duas vezes;
- Enfia 12 contas ou mais;
- Constrói uma ponte estável com cubos e faz passar um combóio/carro por baixo dela;
- Desenha figuras humanas com cabeça, tronco e membros, segurando bem o lápis;
- Faz formas de argila composta de 2 a 3 partes;
- Separa objectos por categoria;
- Adquire a acuidade visual próxima da do adulto.

Desenvolvimento motor:
- Grande actividade motora;
- Anda ao pé coxinho sendo capaz de saltar cinco vezes consecutivas;
- Fica apoiada num pé só, sem ajuda, por 4 a 5 segundos;
- Corre conseguindo mudar a direcção (corre muito dentro de casa, salta e trepa);
- Pula para trás e consegue saltar para a frente dez vezes sem cair;
- Desce escadas sem apoios alternando os dois pés;
- Salta dois degraus a pés juntos;
- Caminha sobre uma tábua de equilibrio;
- Anda de triciclo sendo capaz de virar nas esquinas;
- Marcha ao ritmo da música;
-Consegue agarrar uma bola com as duas mãos, lançada a uma distância entre 1 a 2 metros.

Desenvolvimento da fala e linguagem:
- Intelegível e gramaticalmente correcto;
- Conta experiências e aconticementos recentes;
- Está sempre a fazer perguntas;
- Gosta de longas histórias, confunde realidade e fantasia;
- Conta rimas e canções correctamente;
- Usa frases compostas;
- Sabe encontrar o par do objecto/imagem;
- Conta uma história conhecida, recorrendo apenas a ilustrações;
- Nomeia cores;
- Define palavras pelo uso;
- Faz perguntas como “o que estás a fazer?” ou “o que fizeste?”;
- Executa 3 ordens em sequência;
- Aparecimento de “se” e “então” nas frases;
- Combina 4 a 7 palavras nas frases;
- Erros de concordância nome/verbo e nome/adjectivo frequentes;
- Utiliza correctamente expressões como: isto, aquilo, aqui, ali;

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Plano Individual de Intervenção Precoce / Plano Individual de Apoio à Família

(Imagem retirada da net)

Olá a todos/as!

Espero que a semana esteja a correr bem e cheia de trabalho.

Venho deixar-vos um modelo de um PIIP/PIAF e refiro-me aos dois, pois pelo que me foi dito ambos têm partes em comum e complementam-se, por isso....

Espero que os possa ser útil.

Beijinhos,
a Educadora!


PIAF



1. IDENTIFICAÇÃO
   1.1. Nome da criança
   1.2. Data de nascimento
   1.3. Nome do pai
   1.4. Data de nascimento (idade)
   1.5. Habilitações
   1.6. Profissão
   1.7. Nome da mãe
   1.8. Data de nascimento (idade)
   1.9. Habilitações
   1.10. Profissão
   1.11. Morada
   1.12. Contactos

2. CARACTERIZAÇÃO DO AGREGADO FAMILIAR DA CRIANÇA
(Uma grelha, com 5 colunas com os seguintes cabeçários) 
Nome - Parentesco - Idade - Escolaridade - Observações

3. EQUIPA DE INTERVENÇÃO PRECOCE
   3.1. Responsável de caso
   3.2. Quem sinalizou
   3.3. Data da 1ª avaliação
   3.4. Outros técnicos da equipa
   3.5. Recursos utilizados até ao momento
     3.5.1. Informais (família, vizinhos, outros)
     3.5.2. Formais (saúde, educação, outros)

4. AVALIAÇÃO
   4.1. Avaliação da criança pela família
   4.2. Avaliação clínica
   4.3. Avaliação pedagógica
   4.4. Outras avaliações/observações

5. LEVANTAMENTO DE NECESSIDADES/RECURSOS
   5.1. Problemática da criança
   5.2. Preocupações iniciais da família/criança

6. RESUMO DA AVALIAÇÃO CONJUNTA DA CRIANÇA – FAMILIA/TÉCNICOS
(Uma grelha, com 2 colunas com os seguintes cabeçários)

É capaz de ... - Tem dificuldades em...

7. SERVIÇOS INTERVENIENTES NO PROCESSO
(Uma grelha, com 4 colunas com os seguintes cabeçários)

Designação do serviço/local - Nome do técnico - Frequência do apoio - Data do início - Data do fim

8. OBJECTIVOS GLOBAIS (O QUE NOS PROPOMOS FAZER ATÉ...)
(Uma grelha, com 4 colunas com os seguintes cabeçários)

O que vamos fazer? - Quem faz? - Quando? - Avaliação

Elaborado por:
Data:

9. INTERVENIENTES NA ELABORAÇÃO DO PIAF
9.1. Nome/assinaturas dos técnicos
(Uma grelha, com 2 colunas com os seguintes cabeçários)

Nome - Assinatura

9.2. Encarregado de educação
9.3. Presidente do conselho executivo

domingo, 14 de novembro de 2010

Perfil de Desenvolvimento da criança - 3 a 4 anos

(Imagem retirada da net)
Olá colegas,

vim deixar-vos umas dicas, que encontrei pela web (em diversos sites, nada é da minha autoria), para que possam adaptar o Perfil de Desenvolvimento da criança - 3 a 4 anos, ao Jardim de Infância. Já que na Creche é como que "obrigatório" implementar o PDC, mais vale não perder a "pedalada" e fazer nas duas valências.

Um beijinho grande,
a Educadora!



Desenvolvimento da criança (de 3 a 4 anos)


Desenvolvimento Físico
• Grande actividade motora: corre, salta, começa a trepar escadas, pode começar a andar de triciclo; grande desejo de experimentar tudo;
• Embora ainda não seja capaz de apertar os atacadores, veste-se sozinha razoavelmente bem;
• É capaz de comer sozinha com uma colher ou um garfo;
• Faz puzzles simples;
• Copia figuras geométricas simples;
• É cada vez mais independente ao nível da sua higiene; é já capaz de controlar os esfíncteres (sobretudo durante o dia);

Desenvolvimento Intelectual
• Compreende a maior parte do que ouve e o seu discurso é compreensível para os adultos;
• Utiliza bastante a imaginação: início dos jogos de faz-de-conta e dos jogos de papéis;
• Compreende o conceito de "dois";
• Sabe o nome, o sexo e a idade;
• Repete sequências de 3 algarismos;
• Começa a ter noção das relações de causa-efeito:
• É bastante curiosa e inquiridora;

Desenvolvimento Social
• É bastante sensível aos sentimentos dos que a rodeiam relativamente a si própria;
• Tem dificuldade em cooperar e partilhar;
• Preocupa-se em agradar os adultos que lhe são significativos, sendo dependente da sua aprovação e afecto;
• Começa a aperceber-se das diferenças no comportamento dos homens e das mulheres;
• Começa a interessar-se mais pelos outros e a integrar-se em actividades de grupo com outras crianças;

Desenvolvimento Emocional
• É capaz de se separar da mãe durante curtos períodos de tempo;
• Começa a desenvolver alguma independência e auto-confiança;
• Pode manifestar medo de estranhos, de animais ou do escuro;
• Começa a reconhecer os seus próprios limites, pedindo ajuda;
• Imita os adultos;

Desenvolvimento Moral
• Começa a distinguir o certo do errado;
• As opiniões dos outros acerca de si própria assumem grande importância para a criança;
• Consegue controlar-se de forma mais eficaz e é menos agressiva;
• Utiliza ameaças verbais extremas, como por exemplo "Eu mato-te!", sem ter noção das suas implicações;

Acções que Realiza
- Consegue colocar suas roupas e tirá-las sem ajuda de um adulto.
- Gosta de desenhar.
- Nesta fase já consegue segurar um lápis na posição correta.
- Consegue pedalar.

Como Reage
- Brinca com as outras crianças.
- Apresenta interesse pelos sentimentos das pessoas que estão ao seu redor, por exemplo, se perceber que seu pai está triste, procura confortá-lo.

Desenvolvimento da auto-suficiência social:
- Come sozinha com uma colher ou grafo;
- É mais independente ao nível da sua higiene (ex. Lava e seca as mãos com ajuda, vai sozinha à casa de banho);
- É capaz de controlar os esfincteres durante o dia e a noite;
- Consegue vestir e despir sem ajuda algumas peças de roupa com fecho simples.

Desenvolvimento da Fala e Linguagem:
- Constrói frases com até seis palavras, sobre o dia a dia, situações reais e pessoas próximas.
- Compreende a existência de regras gramaticais e tenta usá-las.
- É comum a troca do "r" pelo "l", a qual acaba por volta dos 3 anos e 6 meses.
- Compreende os conceitos de igual e diferente.
- É capaz de separar os brinquedos por tamanho e cor.
- Lembra e conta histórias;
- Gosta de histórias e ouve-as atentamente;
- Sabe o nome, o sexo, a idade e usa pronomes e plurais;
- Conta pequenos episódios, faz conversas e pergunta muito;
- Sabe canções e rimas;
- Em regra conta até 10, mas tem pouca noção de quantidade;
- Melhoria da inteligibilidade do discurso e capacidade articulatória;
- Começa a ter noções espaciais;
- Responde a ordens envolvendo 2 a 3 acções ou 2 objectos;
- Combina 4 a 5 palavras na frase;
- Usa frases compostas com “e”;
- Aparecimento da conjunção “porque”;
- Descreve 2 acontecimentos pela ordem que ocorrem;
- Emprega os tempos passados dos verbos;
- Identifica correctamente a utilidade dos objectos familiares.

Desenvolvimento lúdico, emocional e social:
- Preocupa-se e agradar os adultos que lhe são significativos;
- Interessa-se mais pelos outros e pelos jogos e brincadeiras com outras crianças, retirando satisfação;
- É afectuada com irmãos ou amigos, sendo capaz de partilhar brinquedos;
- Grande interesse por actividades lúdicas e imaginativas: início dos jogos de faz-de-conta (introduz pessoas e coisas imaginárias) e dos jogos de papéis (imitação dos adultos);
- Começa a aperceber-se das diferenças no comportamento dos homens e das mulheres;
- É capaz de se separar da mãe durante curtos períodos de tempo;
- Pode manifestar medo de estranhos, de animais e do escuro.

Desenvolvimento da visão e manipulação:
- Agarra cubos e passa-os de uma para a outra mão;
- Constrói uma torre com 9 cubos e uma ponde com 3;
- Agarra bolinhas de papel em movimento de “pinça”;
- Segura um lápis entre o polegar e o indicador, descansando no 3º dedo;
- Corta papel com uma tesoura;
- Copia linhas verticais, horizontais e formas simples (ex. Círculo);
- Desenha figuras humanas já perceptíveis (ex. Cabeça e outra parte);
- Faz puzzles simples (3 peças ou prancha de formas);
- Nomeia algumas cores primárias;
- Emparelha até 7 letras (T com T, H com H, distinguindo as diferenças visuais entre elas).

Desenvolvimento Motor:
- Corre, salta, trepa os móveis, empurra objectos grandes à volta dos obstáculos;
- Equilibra-se de pé, por pouco tempo, numa só perna;
- Anda na ponta dos pés;
- Pedala e conduz um triciclo;
- Dá pontapés com forla numa bola e apanha uma bola grande com os braços estendidos;
- Sobe escadas alternando os pés, mas quando desce fá-lo degrau a degrau, podendo saltar o último a pés juntos;
- É consciente dos seus movimentos e do seu tamanho em relação aos objectos que a rodeiam podendo desviar-se deles.

sábado, 13 de novembro de 2010

Gestão dos Planos de Desenvolvimento Individuais (PDI's)

(Imagem retirada da net)

Olá colegas!

Tenho estado um pouco ausente, por motivos profissionais, mas venho partilhar com todos vocês a experiência que tive nos últimos dias, à cerca de uma formação super importante: "Gestão dos Planos de Desenvolvimento Individuais".

Eu sei que vos tenho passado informação sobre os impressos constantes do Manual de Processos Chave da creche do ISS, mas após esta formação, penso que vos devo esclarecer sobre alguns (muitos) pontos, que até ao momento eu também não sabia.

Ora bem, dos 3 manuais da qualidade que o ISS apresenta para a Creche, devem iniciar a vossa leitura pelo Manual de Avaliação da Qualidade. Isto por um único motivo: ao lermos a manual, temos umas perguntas às quais deveremos responder e aí verificarmos em que nível de qualidade a nossa instituição se encontra (A, B ou C). Depois (e isto deve ser debatido com a direcção), deveremos saber qual o nível de qualidade que pretendemos ter e trabalhar (muito) para implementar este trabalho. Só depois de saber qual o nível de qualidade que pretendemos é que poderemos introduzir os procedimentos e impressos constantes no Manual de Processos Chave, de acordo com o nível definido.

Embora os 3 manuais da qualidade do ISS sirvam para implementar a qualidade na nossa instituição, com o objectivo de obter a certificação da qualidade do mesmo, o material constante no Manual de Processos Chave deve ser implementado (se não na sua totalidade, pelo menos de forma gradual), por fim a evitar as multas resultantes das inspecções efectuadas pelo ISS. A sim, sempre nos vamos familiarizando com este processo, o que poderá facilitar a transição mais tarde.

A Certificação da Qualidade da nossa Creche/Jardim de Infância só vem aumentar a competitividade entre estabelecimentos.

Isto quer dizer o seguinte: os pais procuram qualidade de serviço e isso só poderá ser garantido por uma certificação (o nosso bom desempenho profissional não basta). E na hora em que tiver de escolher uma instituição para os seus filhos, por certo que procuraram estabelecimentos certificados (que por sinal passarão a constar numa lista de equipamentos com certificação da qualidade).

Muita coisa teria e tenho para partilhar convosco, mas tem de ser algo efectuado com calma. Peço-vos apenas que em conjunto com os vossos superiores hierárquicos discutam esta situação da certificação da qualidade. Decidam que nível pretendem ou pretenderão um dia ter e comecem a trabalhar para ele, leiam o manual de avaliação da qualidade e gradualmente comecem a mudar os "velhos hábitos". Pelo que vi, este é um processo moroso (mínimo 2 anos de muito trabalho), que acarreta alguns custos (a nível da implementação da qualidade que pode ser feita com o auxílio de alguém qualificado para a situação e depois da própria certificação) mas que só nos traz vantagens.

Para as colegas do Jardim de Infância, ainda não existe nada direccionado para esta valência, mas podem sempre adaptar o material da creche, até porque deve estar tudo em conformidade entre as duas valências.

Eu posso fornecer-vos (através de pedidos de e-mail) os meus apontamentos da formação bem como os manuais, os impressos, etc. Por certo será bem mais fácil a sua compreensão, contudo, para quem já está a tentar implementar isto, vou deixar-vos umas "dicas":

    1º - O preenchimento da Ficha de Diagnóstico deve ser feito nos primeiros 15 dias de Setembro, de preferência numa reunião entre a educadora e os pais de todas as crianças da sala, isto porque se for enviada para casa nem todas voltam (eu enviei 13 e só voltaram 10, se tanto). A reunião serve para esclarecer dúvidas quanto ao seu preenchimento e se for feita em conjunto poupa-se tempo e trabalho;

    2º - Preenchimento do Programa de Acolhimento Inicial da criança - PAI (1 por criança, referente ao mês de Setembro, mês do acolhimento). Deve ser preenchido para todas as crianças, mesmo as que já frequentavam, isto porque existe sempre mudança de sala, ou de educadora, ou de auxiliar ou de colegas ou período de férias... Deve ser dado a conhecer aos pais e assinado pelos mesmos;

    3º - Preechimento do Perfil de Desenvolvimento da Criança ou Perfil de Competências, como lhe queiram chamar, ainda durante o mês de Setembro. Tal como o nome diz, é 1 perfil de desenvolvimento por cada criança. Quem já consultou os impressos que facultei da creche, pode fazer o seu e adicionar as alterações que nos foram propostas:
   - preenchimento por períodos, as colunas referentes aos dados de aquisição podem ser triplicadas para cada período e pode ainda ser acrescentada uma outra coluna, a de "não observado", para o caso de ser uma competência que ainda não corresponde à faixa de desenvolvimento da criança (dos 18 aos 35 meses, p.e. existem diferentes níveis de desenvolvimento) ou a criança faltou e não permitiu que esse item fosse observado, Devem, também, ser dado a conhecer aos pais e assinado pelos mesmos;

    4º - Através dos itens de desenvolvimento do Perfil anterior, vamos "pegar" no "ainda não" e "emergente", para aí preencermos o nosso PDI (Plano de Desenvolvimento Individual da criança). Cada PDI é único e com ele pretendemos desenvolver as competências em que a criança se encontra menos apta. Depois de termos o PDI de todas as crianças realizado, aí sim, começamos a planificar, tendo em conta os objectivos propostos pelos mesmos, ou seja, a planificação vai englobar de uma forma geral os objectivos individuais de cada um, objectivos esses, que no PDI deverão ser o mais específicos possiveis (P.e.: num PDI pretende-se que a criança conte até 3, para isso vamos planificar actividades que nos permitam isso: cantar a canção "1, 2, 3 castanhas").
Por forma a facilitar o nosso trabalho, na coluna de acompanhamento do PDI, podemos ir anotando o desenvolvimento da criança, o que nos vai ajudar na altura da realização das avaliações.

NOTA: Antes de fazermos um PDI, temos sempre que preencher o Perfil de Desenvolvimento da criança, ou seja, um PDI por período exige o preenchimento de 3 PDC's, daí o triplicado das colunas referido anteriormente. No final é sempre necessário fazer o Relatório de Avaliação do PDI. Não se esqueçam de ir fazendo registos (fotográficos ou não) das actividades constantes no PDI, que poderão depois ser usadas para o Portfólio, pois para o ISS é necessário termos como comprovar tudo o que fazemos, caso contrário não o fazemos.

    5º - Relativamente a Mapas Individuais de Registo diário da Higiene / Alimentação / Repouso / Medicação, etc é mais fácil e mais económico para nós a implementação e uso da caderneta. Lá poderemos ter isto tudo e ainda mais, como: lista SOS, solicitação de administração da medicação, recados e informações, o que nos facilita o trabalho e podemos contar com a ajuda da auxiliar para a preencher.

    6º - Os Registos diários das entradas e saídas do estabelecimento, tem de ser individual, por isso podemos fazer uma folha mensal que deverá ser assinada diariamente quer pelo funcionário que recebe e entrega a criança, quer pela pessoa que a traz e vem buscar. Podemos ainda adicionar um coluna sobre a caderneta, onde os pais vão assinalar com uma cruz, caso tragam algum recado/informação, assim essas serão as primeiras cadernetas a serem vistas, por forma a não falhar, por exemplo, com a administração de um medicamento.

Muito mais sobre isto tenho para vos falar, por isso a quem o pretender, basta enviar-me um e-mail a pedir a informação, que eu terei todo o gosto em passar-vos os meus apontamentos e aí, quem sabe, discutirmos a melhor forma de implementar a qualidade no nosso serviço.
Poderão também consultar a página de ums instituição já certificada, que neste momento é um exemplo em Portugal, a nível de qualidade a casiis.
 
Por favor, partilhem connosco a vossa experiência nesta área, só assim poderemos ser melhores e aprender mais.
 
Um beijinho,
a Educadora!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Sugestões para a realização de relatórios


(Imagem retirada da net)


Olá colegas!

Venho deixar-vos o resultado de algumas das minhas pesquisas pela net! São algumas sugestões de expressões a usar nos relatório, registos, portfólios e afins.


Relativamente à assimilação e fixação dos conteúdos:
A criança é excelente, independente e realiza todas as atividades.
A criança é boa na realização das actividades, mas tem necessidade de consultar o educador.
A criança possui dificuldade, é dependente do educador, mas realiza apesar de apresentar maior lentidão.
A criança possui dificuldade, é extremamente dependente do educador, não consegue realizar nada sozinho e não demonstra vontade em aprender.

Relativamente à concentração e atenção às explicações em sala de actividades:
A criança é participativa.
A criança é participativa, mas empolga-se demais o que às vezes atrapalha.
A criança participa somente quando é solicitada.
A criança não participa da aula. Demonstra apatia.
A criança é distraída, conversa e ainda atrapalha os demais.

Quanto ao relacionamento da criança com os colegas:
Relaciona-se bem com todos os colegas.
Não se relaciona bem com os colegas, gosta de se isolar.
Não se relaciona bem com os colegas, é agressivo.
Gosta de realizar trabalhos em grupo.
Demonstra resistência em fazer trabalhos em equipa.

Quanto à disciplina/regras:
A criança apresenta comportamento excelente tanto em sala de actividades, como na fila.
A criança apresenta comportamento excelente em sala de actividades, porém na fila, deixa a desejar.
A criança conversa , porém acata às regras da sala.Uma chamada de atenção é suficiente.
A criança é indisciplinada, cabendo ao educador chamar-lhe a atenção em muitos momentos.
Relativamente aos responsáveis:
- “necessitam” de atenção especial.
- são participativos.
- são criteriosos, indagam bastante e acompanham o desenvolvimento do filho.
- geralmente não acompanham as lições/estudo do filho, porém participam das atividades.
- não são participativos e pouco comparecem às atividades.



É importante considerar, na construção do relatório individual das crianças os seguintes critérios:
• A avaliação deve sempre enfatizar os avanços e não os fracassos dos alunos. Registrar o que a criança conseguiu e em que progrediu, nunca utilizar termos pejorativos;
• Valorizar e registrar o desenvolvimento sócio-afetivo como: participação, solidariedade, posicionamento diante das rodas de conversa etc;
• Registrar a participação da criança  nos projetos desenvolvidos na sala;
• Deve-se proceder relação com o registro anterior, ou seja, dar uma continuidade ao texto valorizando o que a criança  aprendeu;
• Diversificar a redação de uma criança para a outra, buscando ser fiel em suas colocações, produzindo um texto narrativo e não em tópicos.

Sugestões para iniciar relatórios:
Com base nos objetivos trabalhados no trimestre, foi possível observar que a criança ...
Observando diariamente o desempenho da criança, foi constatado que neste bimestre...
A partir das atividades apresentadas, a criança demonstrou habilidades em...
Com base na observação diária, foi possível constatar que a criança ...

Sugestões de possíveis abordagens para registro do desenvolvimento cognitivo:
• a criança está desenvolvendo-se gradualmente no processo de aprendizagem da leitura e da escrita;
• interpreta os textos trabalhados na sala sem maiores dificuldades;
• Constrói o conceito lógico-matemático);
• a criança  tem especial interesse nas atividades matemáticas;
• É curioso, questiona e busca informações;
• Traz para a sala informações de fontes diversas como: radio, tv, jornais e etc;
• Compreende as relações existentes entre os elementos do meio ambiente;
• Compreende a importância da preservação do meio ambiente para o futuro do nosso planeta;
• Adota hábitos de cuidados com o corpo e com o ambiente;
• Nas actividades orais demonstra desenvoltura...(ou inibição);
• Expressa o que pensa relatando, argumentando, avaliando, relacionando, ordenando, generalizando, concluindo...;
• Identifica e escreve seu nome completo (com ou sem apoio na plaquinha de nome);
• Distingue letras na linguagem oral e escrita;
• Já sabe que as letras são para escrever, porém ainda não sabe como isso se processa;

Sugestões de possíveis abordagens para registro da participação/convívio social:
• Participa com interesse e produtividade;
• Boa participação nas actividades realizadas em sala;
• Participação tímida nas actividades em sala, embora tenha bom relacionamento com os colegas;
• Demonstra atitudes críticas diante de acontecimentos conflitantes;
• É criativo e comunicativo;
• Coopera com colegas e educora;
• a criança  demonstra interesse nas atividades propostas (mas realiza com autonomia? Necessita da intervenção da professora ou dos colegas?);
• Ouve, reproduz e transmite textos oralmente como histórias, recados, noticias entre outros;
• Demonstra curiosidade em relação aos assuntos estudados;
• É cuidadoso e rápido na execução das actividades desenvolvidas;
• Aceita sugestões da educora e dos colegas;
• Manifesta suas opiniões com clareza e objectividade;
• Contribui para a integração e o crescimento do grupo;
• Demonstra inquietude e geralmente se envolve em questões referentes aos colegas;
• Ainda não aceita as regras convencionadas pelo grupo;
• Colabora na construção de regras;
• Interage com o grupo, ouvindo, respeitando e se posicionando;
• Tem um bom relacionamento com os colegas e mostra-se sempre pronto em ajudar;
• Reconhece as relações entre fala e escrita;
• Explora várias formas de linguagens e diferentes tipos de suporte textual para ampliação de informações;
• Ouve histórias e comentários valorizando impressões afetivas.

Fonte: http://cantinhodaprodenise.blogspot.com


Beijinhos para todos!
a Educadora!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Magusto - Lenda de S. Martinho

(Imagem retirada da net)



Voltei!!!

Caros amigos/as, preparei esta pequena apresentação (com música de fundo e voz, que provavelmente não conseguirão escutar) para mostrar aos meus meninos no dia de Magusto!

Aproveitem e usem e abusem como bem entenderem!

Beijinhos,
a Educadora!

domingo, 17 de outubro de 2010

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Finalmente completo as novidades =)

Olá novamente!

Finalmente terminei de passar as grelhas que havia prometido. Eu vejo-as como grelhas de avaliação trimestral e acho que ligeiramente alteradas se adequam na perfeição. Mas isso fica ao vosso critério!

Façam um bom uso das mesmas!

Beijinhos,
a Educadora!



NEE's

Olá a todos/as!

Venho deixar-vos algum material e informações sobre como compreender e trabalhar com crianças com baixa visão.

Poderão encontrar mais informações aqui.

"O Jardim de Infância é a transição necessária entre a família e a escola e constitui uma fase-chave do seu processo de socialização.


A criança aprende a viver em grupo e, face aos seus pares, toma consciência das suas diferenças, das suas potencialidades e das suas limitações. As brincadeiras e os jogos em que aprende a participar desempenham um papel importante no seu desenvolvimento, na sua mobilidade e sentido de orientação.


A integração no Jardim de Infância é, portanto, desejável e vantajosa de todos os pontos de vista, mas necessita de ser cuidadosamente preparada e apoiada, junto dos pais, do pessoal do Jardim de Infância e por vezes junto dos pais das outras crianças que o frequentam.


Não se pense, contudo, que a integração social de um deficiente visual decorre necessariamente de uma educação inclusiva. Muitas vezes é mais fácil à criança interagir com a sua Educadora do que com os seus colegas normo-visuais (Boldt, 1982). Em consequência disto, os conflitos entre crianças, parte tão importante da aprendizagem social, são muito reduzidos, surgindo atitudes quer de menosprezo, quer de superprotecção das crianças com visão, face ao seu colega deficiente. A integração social e a competência social não são o resultado automático de se viver com normo-visuais e são um processo demorado e complexo, envolvendo muitas aprendizagens."


Compreender baixa visao

Download aqui
 
 
Alunos cegos
Download aqui
 
 
Download aqui
 
Download aqui
 
Espero que vos possa ser muito útil!
 
Beijinhos,
a Educadora!

sábado, 2 de outubro de 2010

As tão prometidas novidades!

Bem, tal como prometido deixo-vos a primeira parte dos documentos/grelhas constantes do Manual de Processos Chave da Segurança Social. Alguns já estão meio que "adaptados", mas muito pouco, por mim, por isso sintam-se à vontade para os alterarem caso pretendam. Por isso mesmo os coloquei em word.


Processo individual

Download aqui



Programa de acolhimento inicial

Download aqui



Plano de desenvolvimento individual da criança

Download aqui



Ficha de avaliação de diagnóstico

Download aqui

Este último, segue-se de umas grelhas de avaliação do do desenvolvimento, por idades: do nascimento aos 7 meses, dos 8 aos 17 meses e dos 18 aos 35 meses. Ainda estou a passar algumas coisas, por isso assim que me for possível eu coloco aqui.

Espero que vos seja realmente útil!

Beijinhos,
a Educadora

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Novidades...ou ainda não! lolol


Olá, olá!

Não vim aqui, nos últimos dias, mas tenho novidades...ou melhor, são mais ou menos novidades!
A verdade é que não tenho vindo aqui porque ando atarefada a passar para word todas as grelhas e fichas de isto e daquilo constantes no Manual de Processos Chave da Creche.

Por isso, a novidade é que em breve terão disponíveis as grelhas e afins para poderem adaptar à vossa realidade, não é bom?

Um beijinho,
a Educadora!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Planificação de Setembro


Olá!

Aqui fica a planificação do mês de Setembro, com actividades, que eu poderei ir acrescentando, ok?
Foi baseada no excelente trabalho da fantástica Educadora P., por quem tenho uma enorme admiração e nutro um especial carinho.

OBRIGADA POR TUDO!

Beijinhos,
a Educadora!

************************************************************************************

TEMA: A SALA – “INTEGRAÇÃO E ADAPTAÇÃO”

Grupo:2 anos

ÁREAS DE CONTEÚDO * OBJECTIVOS * ACTIVIDADES * RECURSOS


CONHECIMENTO DO MUNDO
• Conhecer os elementos do grupo;
• Identificar os principais espaços da sala;
• Reconhecer os objectivos relacionados com a sala;
• Identificar a cor amarela.
*
• Identificação dos diferentes espaços da sala;
• Observação e exploração da sala e dos objectos relacionados com a sala;
• Observação e exploração de vários objectos de cor amarela.

Materiais:
Vários objectos de cor amarela


EXPRESSÃO E COMUNICAÇÃO DA LINGUAGEM
• Adquirir um vocabulário adequado à idade;
• Expressar sentimentos.
*
• Vocabulário temático;
• Traços livres com lápis de pau;
• Aprendizagem e enriquecimento do vocabulário.


Materiais:
Lápis de cor, fotocópias e folhas


MATEMÁTICA
• Conhecer e utilizar os tamanhos (grande/pequeno);
• Realizar séries atendendo à diferença entre os objectos.
*
• Noção de grandeza (grande/pequeno);
• Diferenciação de tamanho de alguns objectos de cor amarela.

Materiais:
Vários objectos



PLÁSTICA
• Conhecer e utilizar diferentes materiais e técnicas para realizar actividades de expressão plástica.
*
• Pintar e estampar com os dedos e as mãos;
• Colagens.

Materiais:
Tintas de cor amarela, cola, arroz, fotocópias, cartolinas, papel de cenário


MUSICAL
• Conhecer e interpretar algumas canções;
• Experimentar e dominar as possibilidades do corpo e da voz.
*
• Canções (“Bom dia”, “O Pintainho”, outras);
• Memorização e compreensão das canções;
• Acompanhar canções com gestos e percursão corporal.

Materiais:
Cd’s e rádio



DRAMÁTICA
• Desenvolver progressivamente as possibilidades do corpo.
*
• Actividades ludicas;
• Explorar o movimento global do seu corpo da maior à menor amplitude.

Materiais:
Cd’s e rádio



MOTORA
• Diversificar formas de utilizar e de sentir o corpo.
*
• Jogos de movimento;
• Brincadeiras.

Materiais:
Jogos

domingo, 14 de março de 2010

Inteligência Emocional- bibliografia

Olá de novo!

Aqui fica mais uma lista de bibliografia a ler sobre a temática:

Bibliografia

ALMEIDA, Leandro S. (1994) Inteligência: Definição e Medida, Aveiro, Centro de Investigação, Difusão e Intervenção Educacional.

ARANDIGE, António Vallés, TORTOSA, Consol Vallés, Inteligência Emocional, Aplicaciones Educativas, Madrid, Editorail EOS.

BAIRRÃO, J. et. al., Como são frequentados os contextos de socialização pelas crianças de quatro anos em Portugal, Braga, Congresso Nacional de Educação Infantil e Básica: Policopiado.

BAIRRÃO, J., BARBOSA, M. et. al. (1990) Perfil Nacional dos Cuidados Prestados às Crianças com Idade Inferior a Seis Anos, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian.

BAR-ON, R. e PARKER, J. (eds.) (2000) The Handbook of Emotional Intelligence: theory, development, assessment and application at home, school and in the workplace, San Francisco, Jossey-Bass.

BARRETT, L.F. e SALOVEY, Peter (eds.) (2002) The Wisdom in Feeling - Psychological Processes in Emotional Intelligence.

BERGERON, Marcel (1977) Conhecer a Criança: o Desenvolvimento psicológico da criança da primeira infância à adolescência, Lisboa, Publicações Dom Quixote.

BRONFENBRENNER, U. (1976) The Experimental Ecology of Education, Educational Researcher, Vol.9.

BRONFENBRENNER, U. (1979) The ecological of human education, Massachusetts and London, England, Harvard University Press, Cambridge.

BRONFENBRENNER, U., CLOUTER, A. The Evolution of environemental models developmental research, In. MUSSEN, P.H., (serie Ed.) e KESSEN, W. (vol. Ed.) (1983) Handbook of child psychology, New York, Wiley.

BRONFENBRENNER, U., Ecological System Theory. In VASTA, R. (1992) Six Theories of child development: revised formulations and current issues, London, Jessica Kningsley Publishers.

BURILLO, F.J. e ARAGONÉS, J. I. (1997) Introduccion a la psicologia ambiental, Madrid, Alianza Editorial.

CEREZO, Sérgio Sánchez (dir.) (1997) Enciclopédia de Educação de Infância – Recursos para o desenvolvimento do currículo escolar – Volume II – Desenvolvimento afectivo e socialização, Rio de Mouro, Nova Presença, Lda..

GOLEMAN, Daniel (1995) Emotional Intelligence: Why it can matter more than IQ.

GOLEMAN, Daniel (1997) Inteligência Emocional, Lisboa, Temas e Debates – Actividades Editoriais, Lda..

GOLEMAN, Daniel (1998) Working with Emotional Intelligence.

GOTTMAN, John e DECLAIRE, Joan (1999) A Inteligência Emocional na Educação, Lisboa, Pergaminho.

IGLESIAS, R. M. I. et. al. (2004) Juegos para el desarrollo de las inteligencias, Valladolid, Editorial de la Infancia.

KREBS, R., VIEIRA, L. VIEIRA, J. E BELTRAME (1986) Desenvolvimento Humano: Uma área emergente da Ciência do movimento humano, Santa Cruz do Sul, Desenvolvimento Humano.

LAFORTUNE, L. e SAINT-PIERRE, L. (1996) A Afectividade e a Metacognição na sala de aula, Colecção Horizontes Pedagógicos, Lisboa, Divisão Editorial – Instituto Piaget.


MAUCO, Georges (1986) Educação da Sensibilidade da Criança: Ensaio sobre a Evolução da Vida Afectiva, Moraes Editores.


RODRIGUES, Custódio, TEIXEIRA, J. Marques e GOMES, M. Freitas (1989) Afectividade, Colecção: Elementos Básicos de Psicologia Científica IV, Porto, Contraponto Edições.

SALOVEY, P. e MAYER, J. (1990) Emotional Intelligence, In Imagination, Cognition and Personality, nº9, Revista da American Association for the Study of Mental Imagery.

SCHAFFER, H. Rudolph, Desenvolvimento Social da Criança, Colecção Epigénese e Desenvolvimento, Divisão Editorial- Instituto Piaget, Lisboa, 1996.

SEGURA, M. e ARCAS, M. (2004) Relacionarnos Bien: Programa de Competência Social para niñas y niños de 4 a 12 años, Madrid, Narcea S.A de Ediciones.

VALE, Vera (2003) Fios e Desafios da Inteligência Sócio-Emocional: Percepção dos Educadores de Infância sobre as suas estratégias de gestão de comportamento das crianças, Tese de Mestrado em Ciências da Educação apresentada à Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra.

VALE, Vera, OLIVEIRA, Francisca (2003) Os vizinhos da casa azul, Maia, Edições Nova Gaia.

 
Espero que vos seja imensamente útil!
 
Beijinhos,
a Educadora!

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